Uma viagem como tantas outras ou talvez não O Grande Assalto ao Comboio, de Federico Appel, começa como uma viagem tranquila. O comboio avança. As carruagens seguem cheias de vida. Há passageiros a ler. Outros mudam de lugar. Alguns conversam em voz baixa. Assim, página após página, o leitor acompanha a viagem quase em movimento contínuo. Tudo parece normal. Tudo parece previsível. No entanto, essa sensação dura pouco. Quando o perigo surge nos carris De repente, algo irrompe no horizonte. Bandidos a cavalo aproximam-se a toda a velocidade. O plano é claro. O assalto parece inevitável. Porém, nada acontece como esperado. Onde devia haver medo, surgem surpresas. Onde devia haver controlo, nasce o caos. E onde ninguém espera, aparecem ursos. Além disso, prestigiadores entram em cena. Os truques confundem. As intenções atrapalham-se. Cada tentativa falha de forma cada vez mais inesperada. Humor, ação e surpresa constante A narrativa avança a um ritmo acelerado. As imagens falam tanto quanto o texto. Por isso, a leitura torna-se visual, dinâmica e envolvente. A cada página, algo muda. O leitor sorri. Depois ri.